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ESG virou exigência legal: 5 leis de 2025 que sua empresa não pode ignorar

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Nos últimos anos, o ESG (Environmental, Social and Governance) passou a fazer parte das prioridades de empresas e investidores. Em 2025, esse movimento ganha ainda mais força no Brasil com a entrada em vigor de novas leis e normas que transformam o ESG em exigência legal.

Para gestores e empresários, compreender essas mudanças não é uma questão de sobrevivência, competitividade e reputação no mercado.

O que são as leis ESG de 2025?

As novas regras impactam diretamente setores como resíduos, energia limpa, crédito e compras públicas. Empresas que não se adaptarem podem enfrentar exclusão de licitações, dificuldades de acesso a financiamento e riscos jurídicos e reputacionais.

A seguir, conheça as principais leis promulgadas em 2025 e o que muda na prática.

Lei 15.088/2025: fim da importação de resíduos sólidos

Promulgada em 06 de janeiro de 2025, a Lei 15.088 veta a importação de resíduos como plástico, papel, vidro e metais.

  • Impacto direto: empresas que utilizam esses materiais precisarão rever sua cadeia de fornecimento e buscar fornecedores locais.
  • Exceções: estão previstas apenas em casos estratégicos, definidos por decreto, como logística reversa e materiais essenciais.

Lei 15.097/2025: parques eólicos offshore com regras claras

Sancionada em 10 de janeiro de 2025, a Lei 15.097 regulamenta a construção de parques eólicos no mar.

  • Abre oportunidades para empresas que desejam gerar ou comprar energia limpa com segurança jurídica.
  • Reforça a necessidade de adaptação de setores industriais e grandes consumidores para atender metas de descarbonização.

Lei 15.103/2025: Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN)

No início de 2025 foi criado o PATEN, programa que oferece linhas de crédito e incentivos fiscais para empresas que investem em projetos de descarbonização e transição energética.

  • Garante acesso a recursos financeiros mais competitivos.
  • Exige comprovação de resultados ambientais positivos para habilitação. 

Novos decretos sobre resíduos sólidos

Além das leis, foram publicados decretos complementares que detalham:

  • Critérios técnicos para exceções da Lei 15.088.
  • Definição de cotas para importação de resíduos específicos.
  • Inclusão de cooperativas de catadores na política de reaproveitamento.

Isso significa que a gestão de resíduos passa a ter maior rigor regulatório e exige atenção redobrada de empresas.

Regras para finanças sustentáveis e relatórios ESG

Outras mudanças de 2025 também afetam a governança e a transparência corporativa:

  • ANBIMA publicou novas regras para emissões de títulos ESG, exigindo parecer independente e comprovação do impacto dos projetos financiados.
  • CVM publicou a Norma 193, que exige alinhamento dos relatórios de sustentabilidade aos padrões internacionais do ISSB (S1 e S2). A adoção será obrigatória em 2027, mas as empresas precisam se preparar já em 2025 e 2026.

O que essas mudanças significam para sua empresa?

Empresas que não se adequarem às novas exigências podem enfrentar:

  • Exclusão de licitações públicas.
  • Perda de competitividade no mercado.
  • Dificuldade de acesso a crédito e investimentos.
  • Riscos jurídicos e reputacionais.

Por outro lado, aquelas que se anteciparem podem:

  • Acessar linhas de crédito e incentivos fiscais.
  • Ampliar sua participação em mercados estratégicos.
  • Reforçar sua reputação junto a investidores, consumidores, parceiros de negócios e talentos.

Como preparar sua empresa para o novo cenário ESG?

  • Mapeie riscos e oportunidades: faça um diagnóstico da sua maturidade ESG.
  • Reveja processos e fornecedores: especialmente gestão de resíduos e matriz energética.
  • Adote práticas de governança e transparência: alinhando discurso e prática.
  • Invista em capacitação interna: prepare sua equipe para monitorar e reportar indicadores ESG.
  • Monitore continuamente as mudanças regulatórias: novos decretos e normas devem surgir nos próximos anos.

O ano de 2025 marca um divisor de águas para ESG no Brasil. Deixou de ser opcional e passou a ser obrigação legal, com impacto direto nos negócios.

Para gestores e empresários, a adaptação não é apenas uma questão de conformidade, mas também uma oportunidade estratégica de fortalecer reputação, atrair investidores e conquistar vantagem competitiva.

Na Perennial, ajudamos empresas a transformar essas exigências em estratégias sólidas de comunicação, reputação e governança.

Entre em contato conosco e descubra como podemos apoiar sua empresa nesse novo cenário ESG.

André Senador